quinta-feira, 30 de agosto de 2012

rubra

"shine eye gal is a trouble to a man"


costas na cabeça:
cordas, parecem sair de sua mente,
me acordam para a nova realidade
                     [  the age of aquarius

não mentes, não teme.
é de sensibilidade atroz,
tal qual reflexo, revela veloz
sem dó de mim ou de si... não vê nenhum
sente, só.

imagens turvas, tarjas,
a mente arremessada ante as frontes calvas,
diante às costas rubras,
escrita em veia alta.

as sensações descritas com afinco,
a beleza na ingenuidade emocional,
queimando as ideias, fascinando o oráculo...
endireitando pensamentos lindamente tortos
que direcionam o espetáculo.

eu,
no processo.
você, retrocesso?

deixe-me viver um pouco de progresso,
deixe-me mudar o seu céu sem abscesso,
deixe-me mostrar frente a frente o meu verso:

deixe-me ser logo o avesso imperfeito de seu inverso universo.

2 comentários:

  1. Breu.
    Tateava as paredes em busca de qualquer botão que fizesse tudo ficar claro.
    Segurei sua mão no escuro e sorri.
    Já não se via riso - também não se via lágrima -
    Ele sorriu de volta.

    - Ora, como sabe?

    No escuro é assim, menino.
    A gente aprende a só sentir
    por deixar de ver,
    assim o mundo inteiro vira sentimento.

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