sábado, 23 de março de 2013

maré



quem olha pra esse mar
essa naturalidade
escondida entre as pálpebras
remos, canoas (parangolé)
não imagina a força:

simplesmente, amar é de maré...

e eu
moro na praia de Itapuã.

domando ondas baixas de Tupã
a marola típica de algumas curvas, ondas do céu
de uma cidade do interior,
onde se vivifica o irracional amor
nas idas e vindas da necessidade.


"a segunda coisa é o sorriso de moleca. E geralmente tem que contrastar com o olhar, ser exatamente o contrário. Como se fossem duas pessoas, uma quando séria, olhando, e outra pessoa totalmente desarmada quando sorri."

quinta-feira, 21 de março de 2013

louder

can you get a little closer?
don't you get soul white as flour?
for you don't got on a closer
smoke on the croud

i get along
i get along long time

terça-feira, 19 de março de 2013

dispostos

os dispostos se atraem
as realidades se contraem
assim como o lençol
esparramado diante do tempo
dessas horas infames
ínfimas, de alguns dias perdidos
mas ainda poucos


segunda-feira, 18 de março de 2013

teste

amor
possível de tudo
passível de tudo
nada mais que
docemente conveniente

palavra-chave do mundo
eu, mendigo e imundo
pelas condições da vida
amando visto seda
'luva de pelica'

malícia



todos os corações alados,
os chatos e os incríveis
                           [ tudo puta e viado
os fáceis e os impossíveis
                           [ os 'de trato' e os truta


prefiro amar meus amigos
os chamando de filhos da puta


pra eles, o outro lado

se esbofeteiam por uma opinião qualquer.
eu, blah', não me importo muito com esses dedos,
com esses medos

da malícia de toda mulher

domingo, 17 de março de 2013

relato de bordo



eu acordo
eu, onde estou nestes meus trinta e poucos anos?
ah, sonhava que estava ali, com meus vinte e poucos
sonhando como seria

como seríamos, como seremos?
sereno, será?
sereno, serei?

vivemos imortais nas noites finitas
infinitamente vivos, claros!
a noite escura nada mais é que um vão,
melhor: um oceano;
nadando e quebrando o gelo
desse povo ártico, dessa 'Suiça'

os encontros das esquinas
que se importam com ninguém.

os olhares vagos perifericamente fixos...

nostalgia na fala de quem se faz presente.
esta lhes apetece enquanto não existe,
porque quando existir,
lhes apeteceriam numa estrofe anterior.