domingo, 17 de março de 2013

relato de bordo



eu acordo
eu, onde estou nestes meus trinta e poucos anos?
ah, sonhava que estava ali, com meus vinte e poucos
sonhando como seria

como seríamos, como seremos?
sereno, será?
sereno, serei?

vivemos imortais nas noites finitas
infinitamente vivos, claros!
a noite escura nada mais é que um vão,
melhor: um oceano;
nadando e quebrando o gelo
desse povo ártico, dessa 'Suiça'

os encontros das esquinas
que se importam com ninguém.

os olhares vagos perifericamente fixos...

nostalgia na fala de quem se faz presente.
esta lhes apetece enquanto não existe,
porque quando existir,
lhes apeteceriam numa estrofe anterior.


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