terça-feira, 23 de abril de 2013

Amálgama



a felicidade anda de muletas...
e é assim que tem que ser!

duas pernas por si só sem defeitos
hão de trazer alguma inveja
e é melhor disfarçar

anda por esmolas
horas quistas, horas dadas
eu, enquanto alquimista
empiricamente reparo
nas falas
displicentemente soltas
nos sorrisos mola
nos momentos gargalhadas
na solitude ansiada das multidões amalgamadas

o homem é o próprio ouroboros do homem
vivendo em sociedade
os ouroboros e ouroboras
realizando manobras
todos se dão bem
ora bolas

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