quinta-feira, 26 de setembro de 2013

farol: parte 2

continuando a série sadomasoquista
que entende que qualquer divagação a respeito
do amor é inútil
e que este é um prazer experimentado pelos artistas
há muitos séculos antecedentes
quem usam a caneta pra brincar com fogo
e se queimam rindo, talvez beijando

hoje o amor não é mais preocupação
e desde que seu corpo esteja intacto
é literalmente uma saudável diversão

poderíamos aqui também
dizer o porquê da recriminação...
mas, sinceramente:
ainda ligamos pra eles?

metade da diversão na viagem pra mim sempre foi o caminho
a estrada é o ninho no qual eu nasci, e acho que aquário
sempre me entendeu muito bem;

uma doce antítese esta dos peixes que vivem livres no fluido preso
que sonham em ser pássaro, mas não se abalam na impossibilidade;
pois a sua qualidade, e a sua nadadeira: esta o faz voar
sob algum ponto de vista, que
dá razão suficiente
para que ele exista

às vezes fecho a cara e faço bico
viro a cara, finjo que não existo
mas é só encenação pra que esse coração
em mim se mantenha vivo diante desse oceano todo
em que esse mesmo peixe
nada

-
para que eu mude sem me tornar outro pedro ivo

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