sábado, 16 de novembro de 2013

internet




como era bonita a vida sem internet
hoje tentar viver sem
me dói como a escarificação de Leituga
mas eu quero algo belo em mim, mesmo assim

sei lá, é como uma sede inesgotável diante de uma privada
e retirando da publicação o direito do crivo
perdemos a privacidade, e a nossa vida agora é substantivo

nós conseguimos evoluir
nós ultrapassamos a vida privada
a vida agora é uma vida bosta

a vida da tv agora está em outra tela
onde você pode expor toda essa tristeza de novela
toda essa carência que fede na sua cabeça
e que às vezes te faz ter desinteria

e aí nós cagamos opiniões, cagamos fotos
cagamos indiretas
nós cagamos likes
cagamos comentários em notícias da Folha
cagamos e não limpamos

porque diferentemente do papel higiênico que tem destino certo
a bosta que você escreve faz da internet um grande ventilador
e uma vez que você atira voa bosta para todos os lados
e passa bosta e mais bosta, e ninguém ouve o motor

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