quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

luminescente

reverbere-se
depure-se
seja a luz que falta
em si





é preciso saber reverenciar o outono
no final do verão a chuva
nos inunda
e no inverno o frio
nos cobre de pano
e de sono

efeito do solstício e equinócio
dentro de nós
como se o que aqui fora fosse um sol;
devemos fugir de qualquer ócio
físico
mental
o ócio nos deixa sós

a cabeça é um giroscópio
uma luneta pros astros mais elevados
então não aponte pro chão
cuidado com a mão
a gravidade é vilã
e pode nos deixar malvados

meu coração cadente
tem calda luminescente
e já não queima em qualquer atmosfera mais
males que vem para o bem
de uma alma espacial
especial

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

oceano





falar não é opção
qualquer ato é involuntário
estado nulo
como se uma parte de mim
estivesse em outro estado
pulo
como num ato missionário

é muito simples, é mito
talvez devesse queimar um mato
qualquer devaneio vapor
é um barato
dos ruins
como um ópio vencido
comido por cupins
num prato
                          [ o famoso medo da cara-de-pau que é uma grande furada

e aí inundo a mente pó
arrasto o lixo para debaixo do pano
tento aguar a tensão com suor
pra transbordar de paz esse oceano