sábado, 1 de fevereiro de 2014

porta






cheguei nessa ilha,
fiz dessa barraca o meu abrigo
gostei do ar e da natureza,
e encontrei uma trilha
ainda que no vento perigo

morei meses sem destino
não me importava e não me importa
pois essa ilha é aberta
mas ainda assim nela
procuro uma porta

                   [ que me procure
                   [ que me cure

que me faça esquecer
todo o sub-consciente impuro
sem o auxílio
do Carpinejar, da Regina, ou do Cury

sem auxílio de bússola ou mapa
pois a bruma é constante
e um sinal de conquista
um sinal de luz, uma ação
espontânea
é confortante no instante


continuo
                           [ errante

diante do astro-lábio

                           [ de pé

(às vezes num inútil processo de auto-destruição)
tendo fé
que talvez a gente ainda encontre explicação

                          [ nas entrelinhas

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