domingo, 3 de agosto de 2014

ternos







dois comentários
como torrões de açúcar
azedos no nosso chá
a verdade é um bombom de fel
coberto de chocolate
meio-amargo
que ao colocar na boca explode
custei tanto a acreditar
que enriquei
nesse "tudo que é profundo fode"

você diz que acredita
nisso de queremos tudo que não temos
vamos combinar assim
de não nos querermos então
e ternos, ter-nos
sufocar com travesseiros
essa sensação de vida
ao vivificarmos a cama
por inteiros

os pés gelados
denunciam nossos corações
pés nas coxas, nós nas coxas,
mornos então
pensando nas paredes roxas
e não nas razões
da solidão

só de sorrisos vivermos
lagrimas não existem
o choro é um delírio;
pra lubrificar o olho
já existe o colírio
ou o óculos escuros
ao sair ao sol do abrigo
depois de um dia de molho
contigo

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