segunda-feira, 11 de maio de 2015

aço







tô sustentado por correntes de aço
por pedras rolantes, por rock n' roll
pela juventude na sua mais nítida estampa
na visceralidade mais escrota da existência

era o que faltava para a rendez-vous

agora aterrissei
finalmente aterrissei
como a borboleta em forma final
com asas de aço
com pernas de aço
com olhos de águia
o sapo sem medo de sal
o sapo com pernas de aço

eu cruzei a ponte e a demagogia acabou
todas as minhas poesias sobre aquilo que eu almejava ser
todas elas estão aqui ceiando comigo
bebendo no bar que abri dentro de mim

é o começo da nova era
o fim do planeta dos macacos

apesar de que não mora mais em mim
a gentileza do Quintana;
também não habitam mais em mim
esses instintos mais sacanas
dos indivíduos babuínos;

deixo-os com a sinceridade
e agressividade
dos meus sentimentos genuínos
meus verdadeiros aliados...
afiados
cortam sem medo
os galhos estragados
com aço;

eles passarinho
eu passo

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