segunda-feira, 2 de maio de 2016

ciência





hoje li que não é o medo o maior inimigo da mente
mas sim a apatia
e eu confesso, é o que sinto ao abrir a porta
todo dia
pessoas com o mesmo sorriso de sempre
piadas preconceituosas
desfocando com as imperfeições alheias
suas vidas tortuosas

e quando não é isso
é a salvação do fim de semana
a rotina que engana

o sex, drugs and rock n' roll
já não me preenche
pouco a pouco
tudo me enche
talvez seja eu ranzinza
(ou o tempo cinza)
como se eu tivesse queimado
toda a gasolina no verão;

você apareceu como um dia ensolarado e frio
me salvando do vazio, sem aquecer demais
o calor que bate na pele às 7 da manhã
vindo do sol recente num cais
uma paz desconcertante
que me faz pensar bastante:
eu percebo os sinais

de que você está me conhecendo
e eu espero estar certo
sobre o seu plano;
que você me quer por perto
não do tipo que sufoca
mas de um tipo esperto, aquariano

eu não espero nada mais que sua cor
na minha semana
assumo um estado de paciência
como quem espera o nascer da flor
tento me lavar de qualquer carência
pra contribuir com essa experiência
eu acredito que nós dois tratamos o sentir
como uma ciência

eu não preciso que você se explique
de alguma forma eu te escuto;
um sinal às vezes faz bem
e esse é o melhor susto;
tudo que eu espero
é que aquela tarde se estique
e o que existe multiplique;
que a dúvida e a incerteza passem
e você fique

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